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MÍDIA

DHL inicia competição de logística urbana
Ter, 01 de Novembro de 2011
Disponível para aplicantes de diversos países do mundo, a iniciativa visa apoiar a inovação, criação e aplicação de ideias verdes que minimizem os impactos da logística nas grandes cidades. A DHL, empresa do grupo Deutsche Post DHL, líder mundial em logística e transporte expresso, tornou-se a primeira empresa do setor a...
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Logística parou no tempo e é desafio no Rio Grande do Sul
Seg, 10 de Outubro de 2011
Estradas, portos, ferrovias e hidrovias carecem de investimento. A expectativa é que, com o PAC 2 e Dilma na Presidência, estado volte a receber recursos. Poucos estados brasileiros possuem uma geografia tão privilegiada quanto o Rio Grande do Sul. Hidrovias extensas, fronteira com Argentina e Uruguai e 622 quilômetros de costa...
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ATIVIDADES DO GELOG

Informativo GELOG - Agosto / Setembro de 2011
Qui, 18 de Agosto de 2011

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DHL inicia competição de logística urbana

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Disponível para aplicantes de diversos países do mundo, a iniciativa visa apoiar a inovação, criação e aplicação de ideias verdes que minimizem os impactos da logística nas grandes cidades.

A DHL, empresa do grupo Deutsche Post DHL, líder mundial em logística e transporte expresso, tornou-se a primeira empresa do setor a lançar um "Open Innovation", competição dedicada a tratar do tema Logística Urbana - processo pelo qual empresas privadas otimizam a logística e atividades de transporte nas grandes cidades, considerando o seu ambiente de tráfego, o congestionamento e consumo de energia dentro do cenário estabelecido por cada economia local.

O concurso, lançado pela divisão global DHL Soluções e Inovações (DSI – DHL Solutions and Innovations), convida empresas, acadêmicos, políticos, autoridades públicas e cidadãos para compartilhar idéias e recomendações que possam colaborar na criação e implantação de soluções de logística sustentável em áreas urbanas. Ao Incentivar o pensamento criativo e estratégico da sociedade, a DHL está buscando idéias inovadoras que ajudem a reduzir o congestionamento de veículos nos grandes centros urbanos, melhorarem a logística urbana e ofereçam soluções de transporte mais eficientes e sustentáveis.

"Com o rápido crescimento das cidades em todo o mundo, processos de logística aplicados ao sistema de vida urbana tornaram-se cada vez mais desafiadores", diz Steffen Frankenberg, Vice-Presidente da DHL Soluções e Inovações. “Soluções para diminuir o tráfego e tornar as cidades mais verdes são cruciais para o futuro. A DHL sabe que a indústria de transporte desempenha um papel importante e queremos ampliar nossa abordagem de logística urbana, por isso, convidamos pessoas de fora da empresa para contribuir com as suas perspectivas. Com as opiniões de todos, colaboradores, parceiros e sociedade, poderemos identificar melhor os desafios e gerar idéias para o lançamento de novas soluções logísticas. Pedimos somente que os participantes liberem a imaginação e pensem de forma realmente inovadora".

 

Sobre o Open Innovation

“Open Innovation” é um conceito que incentiva as empresas a incorporar idéias recolhidas a partir de fonte internas e externas da empresa, em prol de obter maiores subsidios para promover o avanço tecnológico da empresa. A teoria tem sido usada comumente na indústria de tecnologia, automotiva e de consumo. A DHL é a primeira provedora logística do mundo a adotar o conceito “Open Innovation” em um esforço para desenvolver, de forma colaborativa e inovadora, o seu conceito de logística urbana e minimizar o impacto de seus negócios no ambiente.

A competição DHL Open Innovation está focada nas seguintes categorias:

• Eficiência Logística em áreas urbanas

Como os fluxos logísticos de bens e serviços podem ser melhorados dentro e fora de ambientes urbanos? Quais futuros desafios logísticos podem ser antecipados e quais tipos de soluções podem ser desenvolvidas para responder a estes desafios?

• Cidade “verde” e vida urbana

O que define uma cidade verdadeiramente “verde” e o que é preciso para se tornar uma? Quais são os principais desafios que as cidades enfrentarão na próxima década e que tipos de regulamentos devem ser adotados para enfrentar estes desafios?

• Digital logística

Quais soluções de TI poderiam melhorar a logística no que diz respeito à gestão do tráfego, previsão de tráfego e gestão de armazenagem (entre outros)?Quais são os critérios inovadores por trás dessas possíveis soluções? Qual será a próxima geração de soluções para a área de TI?

A competição Open Innovation DHL está disponível online e as incrições podem ser feitas até dia 28 de novembro pelo site www.dhl.com/citylogistics-oi. As idéias e experiências apresentadas serão discutidas em um fórum aberto. Em dezembro, os trabalhos serão avaliados por um júri de especialistas de diferentes áreas e formações e os nomes dos vencedores do concurso serão revelados no primeiro trimestre de 2012. Os ganhadores do Open Innovation DHL serão premiados com viagens para conhecer a divisão DHL Soluções e Inovações na Europa, Ásia e Américas, também ganharão prêmios exclusivos DHL e oportunidades de estágios com o grupo.

 

Sobre a DHL – A Empresa de Logística para o Mundo

A DHL é líder no mercado global de logística e entrega expressa internacional, especializada em fornecer soluções inovadoras e personalizadas a seus clientes. A DHL oferece serviços e experiência em frete expresso, aéreo e marítimo, transporte terrestre, gerenciamento da cadeia de suprimentos, armazenagem e soluções de logística customizáveis aliados à cobertura mundial e profundo conhecimento dos mercados locais. A rede internacional da DHL conecta mais de 220 países e territórios no mundo todo. Mais de 275 mil funcionários se dedicam a prestar serviços com agilidade e confiança que superam as expectativas dos clientes. A DHL Brasil conta com a operação de três divisões: Express, Global Forwarding e Supply Chain. A DHL faz parte do Deutsche Post DHL, que gerou receita de cerca de 51 bilhões de euros em 2010. Visite http://www.dhl.com.br para mais informações.

Fonte: Site da Segs

 

Logística parou no tempo e é desafio no Rio Grande do Sul

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Estradas, portos, ferrovias e hidrovias carecem de investimento. A expectativa é que, com o PAC 2 e Dilma na Presidência, estado volte a receber recursos.

Poucos estados brasileiros possuem uma geografia tão privilegiada quanto o Rio Grande do Sul. Hidrovias extensas, fronteira com Argentina e Uruguai e 622 quilômetros de costa que lhe garante a possibilidade de escoar sua produção Atlântico adentro. No entanto, se o trabalho da natureza foi exemplar, o mesmo não pode ser dito dos governantes que estiveram no Palácio Piratini nas últimas duas décadas. A falta de investimento em infraestrutura fez com que a localização e os recursos naturais que o estado oferece não fossem aproveitados adequadamente. Hoje, esse gargalo responde por boa parte da culpa da falta de competitividade do estado.

Alguns números são bastante ilustrativos das dificuldades logísticas do estado. Menos de 20% das rodovias estaduais são duplicadas, por exemplo. Um pouco mais da metade dos acessos municipais é asfaltada, ao passo que apenas 50% da capacidadade dos rios aptos ao transporte de carga são utilizados. O porto de Rio Grande – localizado a 320 quilômetros ao sul de Porto Alegre, e que deveria ser utilizado para escoar boa parte da produção do estado – tem dificuldade, tal como outros portos brasileiros, para atender a crescente movimentação de mercadorias. Sem contar o agravante de seu principal acesso, a BR-101, estar constantemente congestionado, sobretudo em períodos de embarque da safra de soja. Para se ter ideia, a movimentação total de carga no porto no primeiro semestre deste ano foi de 18 milhões de toneladas – cerca de 9% a mais que no mesmo período do ano anterior – sem que nenhuma melhoria no acesso fosse efetuada. A boa notícia é que ao menos o porto recebeu do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) investimentos de 1 bilhão de reais para obras de ampliação.

Em 2011, a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg), em conjunto com os terminais Bianchini, Bunge e CCGL (Termasa/Tergrasa) e órgãos de controle e Segurança, colocou em prática o Plano de Ação da Safra de Soja. Trata-se de um conjunto de medidas para reduzir os problemas que surgem no período de concentração dos embarques, tais como agendamento de cargas e expansão da área de estacionamento para diminuir as filas de caminhões na BR 392, que vai de Pelotas ao Rio Grande. Quando tudo corre bem, as filas de caminhoneiros esperando para embarcar duram 24 horas. Segundo o presidente do Sindmóveis (sindicato patronal da indústria moveleira de Bento Gonçalves), Glademir Ferrari, a burocracia para o embarque é tanta que, para alguns empresários da indústria, a exportação vira prejuízo. O transporte até o porto chega a encarecer os produtos em 10%. “Muitas vezes a carga fica mais de um mês parada no porto. Se o cliente não pagou ainda, ele cancela o pedido”, diz o empresário.

Opções de transporte – Como alternativa para chegar mais rápido ao porto e ajudar a reduzir os fretes, o governo gaúcho pretende ampliar o tráfego das hidrovias. São atualmente 798 quilômetros de rios navegáveis, mas que não funcionam em sua total potencialidade, entre outras razões, por ainda não haver permissão para o tráfego noturno. Segundo o secretário de Logística do estado, Beto Albuquerque, o Rio Grande do Sul é o estado com a melhor malha hidroviária do país. “Estamos tentando desenvolver isso para conseguir desafogar o transporte rodoviário. Nosso potencial fluvial é grande. Não tem porque não ser utilizado”, afirma.

Já o transporte ferroviário tampouco serve o estado a contento. A ideia do atual governo estadual é tentar viabilizar a extensão da Ferrovia Norte-Sul até o Porto de Rio Grande. O atual ponto final da obra é na cidade de Estrela d’Oeste, em São Paulo. “Não faz o menor sentido haver uma ferrovia Norte-Sul que termina no Sudeste”, diz o secretário.

Apagão logístico na capital – É um desafio, mesmo para os especialistas, delimitar qual o maior problema logístico do estado – até porque todos estão interligados. Porto Alegre, vítima do crescimento desordenado, tem picos de congestionamento que se igualam aos de outras metrópoles brasileiras; sobretudo quando a ponte móvel sobre o Lago Guaíba, que liga a cidade ao oeste e ao sul do estado, é içada para permitir a passagem de navios de grande porte.

A própria presidente Dilma Rousseff afirmou, durante a campanha eleitoral, que conhecia bem os problemas do estado e que uma das obras fundamentais de sua gestão seria a construção de uma segunda ponte para cumprir esse mesmo trajeto. “Só tem um jeito de fazer a ponte no dia seguinte: usar o nosso projeto e estudo de viabilidade técnica que, garanto, são de qualidade. Uma ponte não cai do céu", disse a presidente.  O projeto de viabilidade foi apresentado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes. Contudo, após os escândalos de corrupção que resultaram na queda do ministro Alfredo Nascimento (PR), nada avançou até o momento.

Em agosto, foi instaurada a Frente Parlamentar Pró-Nova Ponte do Guaíba na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, que é liderada pelo petista Carlos Todeschini. O projeto elaborado pelo grupo será inspirado no que foi citado por Dilma, e a obra deverá custar em torno de 900 milhões de reais. Não há, por ora, qualquer definição se será pública, privada, ou resultante de parceria entre ambos.

Outra obra prevista – ainda não confirmada – que poderá desafogar o tráfego de Porto Alegre é o metrô. O prefeito da cidade, José Fortunati (PDT), anunciou que, em 14 de outubro, a presidente deve ir até lá para anunciar a construção da linha, como parte do PAC Mobilidade das Grandes Cidades. A capital gaúcha tem 1,4 milhão de habitantes e apenas uma linha de trem urbano que liga a rodoviária ao município de São Leopoldo, no Vale dos Sinos.

O caos das BRs – Duas rodovias federais cortam o estado e respondem por parte dos problemas logísticos do Rio Grande. A BR 116 – que começa em Fortaleza (CE) e vai até Jaguarão (RS) – é um dos maiores desafios rodoviários dos gaúchos, e também do Brasil. O trecho que liga Novo Hamburgo (no Vale dos Sinos) a Porto Alegre é considerado o segundo mais movimentado do país, com um fluxo diário de mais de 100 mil veículos. Em horários de pico, como no início da manhã ou às 18 horas, o trecho de 40 quilômetros pode demorar até duas horas e meia para ser vencido. Nem passando pelo local antes das 17 horas, a reportagem do site de VEJA conseguiu escapar do congestionamento – que nada fica a dever aos horários mais temíveis das Marginais Pinheiros e Tietê, em São Paulo.

Segundo o secretário Beto Albuquerque, a rodovia BR 448 – também chamada de Rodovia do Parque – está sendo construída justamente para desafogar a BR 116 na ligação entre Porto Alegre e Sapucaia. Dos 22,3 quilômetros de extensão, metade está concluída. Também está em processo avançado a licitação para duplicação da BR 116 entre as cidades de Guaíba e Pelotas – outra rota importante de acesso ao porto de Rio Grande. “Essas duas obras são cruciais porque vão dinamizar muito o acesso ao porto, além de facilitar a movimentação entre municípios. É muito mais eficiente criar a BR 448 do que pedagiar esse trecho da BR 116, como queriam fazer antes”, afirma o secretário. Albuquerque foi taxativo ao afirmar que as obras não serão congeladas devido ao aperto orçamentário deste ano, já que estão inseridas no Programa de Aceleração de Crescimento 2 (PAC 2).

Auxílio federal – O fato de o Rio Grande do Sul não possuir reservas petrolíferas certamente fez com que fosse destino de menor atenção por parte da União – perdendo espaço para Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e alguns estados do Nordeste. Esse movimento, segundo o secretário de Desenvolvimento, Mauro Knijnik, foi essencial para que a economia do estado se desacelerasse e os investimentos não crescessem como deveriam – especialmente em infraestrutura e logística. Sobre isso, ele não poupa críticas aos governos passados. “Não se trata de lamúria. Mas o Brasil tem de decidir se irá desenvolver a região Sul ou se continuará concentrando seus investimentos nos estados do Sudeste e alguns do Nordeste”, diz o secretário.

Na avaliação de Knijnik, a presidente Dilma Rousseff será peça-chave para fazer com que os investimentos federais voltem ao estado e ajudem na retomada. “Não acredito que ela beneficie o estado só porque iniciou sua carreira aqui. Mas acredito que ela tenha senso de justiça e saiba que fomos prejudicados nos últimos anos”, afirmou. Para o secretário, uma das formas de se “fazer justiça” é que haja uma divisão mais equilibrada dos royalties do petróleo, gerando assim mais recursos para o Sul.

Fonte: Revista Veja

 

Logística da logística: sete passos para começar.

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Uma grande dúvida do executivo que chega à conclusão de que está na hora de rever as operações logísticas de sua empresa é: por onde começar? Um estudo da consultoria Bain & Company que acaba de ser enviado a seus clientes propõe sete passos para enfrentar o problema:

1 Entenda o papel da logística na estratégia -- Sem saber exatamente como os processos logísticos agregam valor ao negócio, não é possível capturar os benefícios de reduções de custos nessa área.

2 Conheça a fundo os custos logísticos -- Poucas empresas sabem quais são seus custos logísticos totais. A maioria apenas mede as despesas com frete, o que corresponde em média a menos da metade dos custos de toda a cadeia logística.

3 Entenda as alternativas -- É preciso estudar a viabilidade da implantação de cada mudança (por exemplo, uma troca de sistema de transporte) para avaliar como isso afeta os custos totais e o relacionamento com os clientes.

4 Compare as opções internas com as terceirizadas -- Antes de entregar suas operações a um provedor de serviços logísticos, é preciso avaliar seus benefícios de forma integrada ao longo de toda a cadeia de suprimentos e compará-los com alternativas internas.

5 Estime benefícios, custos e investimentos e identifique os riscos da nova solução -- Mudanças logísticas significativas devem ser tratadas como qualquer outro projeto empresarial. É preciso desenvolver uma metodologia e definir os indicadores corretos que vão medir o novo desempenho.

6 Adapte a organização -- O responsável pela cadeia logística deve ter o mesmo status dos diretores comerciais e de produção, reportar-se diretamente ao principal executivo e ser envolvido nas decisões estratégicas.

7 Envolva a alta direção nas decisões logísticas -- Sem o comprometimento do principal executivo com as principais decisões é quase certo que mudanças realmente importantes não irão acontecer.

Fonte: Maria Luisa Mendes, da Revista EXAME

 

Logística encarece escoamento de soja no Brasil.

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Associação diz que potencial hidroviário subutilizado e ênfase no transporte rodoviário tornam produção nacional de soja mais cara.

O potencial hidroviário subutilizado e a ênfase no transporte rodoviário tornam a produção brasileira de soja mais cara. Essa é uma constatação da Associação de Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja), após conhecer a infraestrutura de logística dos Estados Unidos, país em que as hidrovias respondem por 61% das opções de transporte.

No Brasil, apenas 7% do escoamento é feito por hidrovias. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), feito com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq), são necessários US$ 17 para se escoar uma tonelada de grãos por hidrovia.

Esse valor sobe para US$ 55 e US$ 65 nos transportes ferroviário e rodoviário, respectivamente. De acordo com a Aprosoja, um produtor brasileiro gasta US$ 174,57 por tonelada para levar um produto do Mato Grosso até o porto, enquanto um produtor dos EUA percorre a mesma distância, partindo de Minnesota, por exemplo, por um valor 43% menor.

 

Fonte: Valor Online

 

Estudo busca a redução do custo logístico da Região Sul

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Dom, 03 de Julho de 2011,

Projeto inédito integrará logística do Sul com participação do setor privado. O Projeto Sul Competitivo, que foi apresentado na última sexta-feira (1º) em SC, promove a união dos três estados para elencar prioridades e viabilizar obras em parceria com a iniciativa privada.

Integrar os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul com os países vizinhos, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile é o objetivo do Projeto Competitivo. As Federações de indústria dos três estados da Região Sul (FIESC, FIERGS e FIEP) iniciaram nesta sexta-feira (1º), em Florianópolis, ao maior estudo de logístico já realizado.

A empresa paulista Macrologística vai identificar as 19 principais cadeias produtivas dos três estados do Sul, a partir dos eixos de transportes que ligam a produção até o cliente final tanto no Brasil quanto no exterior. São cerca de 70 produtos diferentes da origem até o destino.

Além da identificação, será mapeada a integração de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul com os países vizinhos. O projeto vai contemplar as obras que diminuam os custos logísticos da região. Para tirar o Sul Competitivo do papel vão ser contempladas obras que já estão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obras previstas nos orçamentos dos estados, além da participação do setor privado.

Renato Pavan, sócio da Macrologística alega que serão selecionados modais de transporte modernos (trilhos com bitolas de 1,60 metros, portos com águas profundas), que de fato trazem uma grande redução de preço do transporte. "Com o trabalho em mãos, os três estados vão buscar em conjunto recursos para as obras prioritárias para a região e não mais individualmente."

Segundo ele, os planejamentos que têm sido feitos são mais ligados aos modais de transporte, com um pedaço de ferrovia aqui e outro lá. Neste projeto, serão contemplados eixos de transporte com vista à redução dos custos. "Alguns já existem e outros precisam ser construídos", afirmou.

 

Experiência

Um exemplo foi o Norte Competitivo, projeto similar feito no norte do País, que teve uma economia estimada em R$ 3 bilhões de reais por ano e tempo de retorno calculado de quatro anos. "Os recursos ficam na região e aumentam a competitividade da sua economia", disse.

De acordo com Pavan, a maioria dos projetos feitos no Brasil acaba na gaveta porque existe uma demanda regional enorme. "Cada um quer sua fatia na sua área de abrangência", disse. Com o projeto, em vez de disputar verbas, os estados passarão a apoiar um único projeto convergente.

Para o presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, o projeto já começa bem, pois participaram do lançamento representantes do governo do estado e parlamentares estaduais e federais. "É com esse envolvimento e convergência dos três estados do Sul que o projeto vai alcançar seu objetivo de aumentar a competitividade da região e, assim, fortalecer o seu desenvolvimento".

 

Mercado

O Brasil hoje representa 1% do mercado internacional. Uma das coisas que tem prejudicado esse desempenho é a situação atual da infraestrutura. A demanda logística é muito maior do que a oferta e isso faz com que os preços atuais dos fretes e do uso dos modais de transporte fiquem mais caros.

 

Fonte: Portos e Navios

 


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